Jean-Paul Bournet
Por vezes surge a hora de falar. Por vezes chega a hora de calar.
É importante concluir, examinar, pesquisar, embaralhar, imaginar... Mais importante ainda quando conseqüências gerariam conflitos, discussões, desentendimentos... Importante também saber calar, modificar-se, emudecer...!
Evitar os problemas, evitar confrontos, viver, falar então, naturalmente, friamente... Com poucas palavras, alguns gestos... Alguns movimentos de boca e de mão...
Ouvir. Simplesmente ouvir... Sentir... Amar... Pecar. Seguir os ensinamentos do pecado... Pecar os ensinamentos do ouvir. Idéias inseridas em suas cabeças de modo a formar estilos de vivência... Procedimentos únicos na certeza de estarem corretos... Corretos com o mundo, com a vida... Incorretos com a mente, com os instintos, com o homem...
Calar pela vida imaginando o poder de ser alguém... O poder de ser a própria vida... O desejo de vencer a luta da eternidade do espírito... O naturalismo insignificante de um amor desejoso e materialista...
São os defeitos de um mundo vazio de glórias... Os defeitos quase qualidades de seres envolvidos pela fragrância de flores curtidas por um sol colorido. Cores que despertam para a vida de um dia e adormecem ao deparar com escuridões de noites sem palavras...
São palavras. São dúvidas que se incorporam em letras e sons, modulando a sintonia do pensamento, formando acordes de qualidade entre sons de exuberante sinfonia...
Os minutos de nossos procedimentos como humanos que somos, sendo analisados por nós mesmos, alcançando punições mentais de validade mais significantes que quaisquer outras... Somos uma pequena partícula de nosso próprio mundo.
Hora de falar... Falar sem usar palavras... Falar com a mente aberta... Desviando dos caminhos muito diretos... Floreando as situações diretas...
Hora de sentir. Hora de não mais esconder os sentimentos sempre presentes nos momentos mais reais, mais significantes... Mas momentos... Hora de ser aquilo que realmente somos.
São muitos os minutos necessários. São eternos os instantes a serem aproveitados. Tudo é uma só vida rodeada por vidas de milhares de outros seres. Tudo é uma necessidade de ser gostado, de ser admirado, de ser amado e desejado...
Tudo é falha. Tudo é esperança... Tudo é vida. São seres, mundos, momentos, decepções... Tudo são palavras, letras, tinta... E papel.
(Todos os conteúdos desse BLOG estão registrados pelo autor, Jean-Paul Bournet, e fazem parte de seu próximo livro: "Devaneios adolescentes")
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